Como é feita a cirurgia para tumor cerebral?
A cirurgia para tumor cerebral segue etapas bem definidas, do planejamento por imagem até o acompanhamento no pós-operatório. Conhecer esse percurso costuma reduzir a apreensão de quem vai passar por ele. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.
Poucos procedimentos geram tanta apreensão quanto uma cirurgia no cérebro, e boa parte dessa apreensão vem do desconhecido. Este texto descreve as etapas em ordem.
Etapa 1: avaliação e planejamento
Começa na consulta, com revisão dos exames e definição do objetivo do procedimento — remover, biopsiar ou reduzir volume. São solicitados exames pré-operatórios e avaliação clínica ou cardiológica conforme o caso.
Imagens específicas são obtidas para alimentar o sistema de neuronavegação, que permitirá localizar a lesão com precisão durante a cirurgia.
Etapa 2: preparo
Inclui jejum, orientação sobre suspensão de medicações como anticoagulantes, e internação. Corticoide pode ser prescrito antes para reduzir o edema ao redor da lesão, e anticonvulsivante em casos selecionados.
A tricotomia é hoje limitada: raspa-se apenas a faixa necessária, e não toda a cabeça, como se fazia no passado.
Etapa 3: o procedimento
Sob anestesia geral na maior parte dos casos, a cabeça é fixada em um suporte que garante imobilidade. A neuronavegação confirma a posição planejada e define a incisão.
É feita a craniotomia — abertura de uma janela óssea, que será recolocada ao final — e a abertura da dura-máter, expondo a região da lesão.
A remoção acontece sob microscópio ou endoscópio, com instrumentos delicados. Monitorização neurofisiológica acompanha a função de vias importantes em tempo real.
Cirurgia com o paciente acordado
Em lesões próximas às áreas de linguagem, parte do procedimento pode ser realizada com o paciente desperto, respondendo a testes enquanto o cirurgião mapeia as áreas que não podem ser lesadas. É mais confortável do que parece e permite preservar função.
Etapa 4: fechamento
A dura-máter é suturada, a janela óssea é recolocada e fixada, e a pele é fechada. O osso consolida ao longo das semanas seguintes.
Etapa 5: pós-operatório
As primeiras horas são acompanhadas em terapia intensiva, com exame neurológico seriado e exame de imagem de controle. A permanência hospitalar varia conforme o porte do procedimento e a evolução.
O resultado da análise do tecido, que sai em alguns dias, define os passos seguintes: acompanhamento, radioterapia, tratamento sistêmico ou combinação.
Que riscos existem
Sangramento, infecção, edema cerebral, crises convulsivas e déficits relacionados às estruturas próximas à lesão. Variam bastante conforme a localização e o tipo do tumor, e devem ser discutidos individualmente antes da cirurgia.
Conclusão
A cirurgia para tumor cerebral é um procedimento planejado em detalhe, com recursos de navegação e monitorização que aumentam a segurança. Entender as etapas ajuda a participar da decisão e a chegar ao dia com menos apreensão.
O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de tumores cerebrais.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).
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