Tumores intracranianos mais comuns
Tumores intracranianos formam um grupo heterogêneo, com comportamentos muito diferentes entre si. Alguns são benignos e apenas acompanhados; outros exigem tratamento imediato. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.
Dizer que alguém tem "um tumor no cérebro" comunica pouco. O comportamento dessas lesões varia tanto que o nome específico e a classificação são o que realmente definem o que esperar.
Há lesões benignas que uma pessoa carrega a vida inteira sem saber, e há tumores agressivos que exigem tratamento em prazo curto.
Meningiomas
Originam-se das meninges, as membranas que envolvem o cérebro. São os tumores intracranianos primários mais frequentes e a maioria é benigna, de crescimento lento.
Muitos são descobertos por acaso e permanecem estáveis por anos, apenas em acompanhamento por imagem. O tratamento é considerado quando crescem ou causam sintomas.
Gliomas
Surgem das células de sustentação do tecido cerebral. Formam um grupo amplo, com graus de agressividade variados, definidos pela análise do tecido e por marcadores moleculares.
Os de baixo grau têm evolução mais lenta e frequentemente se manifestam por crises convulsivas. Os de alto grau exigem tratamento combinado e acompanhamento próximo.
Adenomas de hipófise
Localizados na base do crânio, na região selar. Podem produzir hormônios em excesso, causando alterações menstruais, crescimento de extremidades ou outras manifestações endócrinas, ou comprimir as vias visuais, causando perda de visão periférica.
Boa parte é tratada por via endoscópica endonasal, sem incisão externa.
Metástases
São, no conjunto, as lesões intracranianas mais frequentes em adultos. Vêm de cânceres de outros órgãos, com destaque para pulmão, mama, rim e melanoma.
Schwannomas
Originam-se da bainha dos nervos. O mais conhecido é o schwannoma vestibular, que afeta o nervo do equilíbrio e da audição, com zumbido e perda auditiva de um lado.
Outros tumores
- Craniofaringiomas, na região selar
- Ependimomas, ligados ao sistema ventricular
- Meduloblastomas, mais comuns na infância
- Linfomas do sistema nervoso central
- Tumores da região pineal
Como o diagnóstico é definido
A ressonância magnética com contraste sugere o tipo pela localização e pelas características da lesão. A confirmação vem da análise do tecido, obtida por biópsia ou durante a cirurgia, hoje complementada por marcadores moleculares que orientam o tratamento.
Benigno não significa sem consequência
A palavra benigno, aplicada a um tumor cerebral, indica que ele não invade tecidos vizinhos nem se dissemina. Não significa, porém, que seja inofensivo em qualquer circunstância.
Dentro do crânio, o espaço é fixo. Uma lesão benigna que cresce em local estratégico pode comprimir estruturas importantes e causar sintomas relevantes. Por isso a decisão entre tratar e observar considera localização e tamanho, e não apenas a classificação.
Como funciona o acompanhamento por imagem
Para lesões estáveis e assintomáticas, o seguimento é feito com ressonâncias em intervalos definidos — inicialmente mais próximos, depois mais espaçados quando a estabilidade se confirma. Comparar as imagens ao longo do tempo é o que revela crescimento, e por isso vale guardar todos os exames anteriores.
Conclusão
O nome específico do tumor importa mais que a categoria geral. Meningiomas pequenos e assintomáticos costumam apenas ser observados, enquanto outras lesões pedem tratamento em prazo definido — e é a avaliação individual que separa esses cenários.
O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de lesões intracranianas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).
Achado de lesão intracraniana?
Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.
Agendar consulta