Cirurgia endoscópica cerebral no Rio de Janeiro: como funciona o procedimento
A cirurgia endoscópica cerebral segue etapas bem definidas, do planejamento por imagem até o controle no pós-operatório. Conhecer esse percurso costuma reduzir a ansiedade de quem vai passar pelo procedimento. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.
O endoscópio usado em neurocirurgia é um tubo fino que reúne óptica, fonte de luz e um canal de trabalho por onde passam instrumentos delicados. A imagem é projetada em monitor, com ampliação.
A vantagem sobre o microscópio, em determinadas situações, é o ângulo de visão: o endoscópio enxerga em torno de si, alcançando recessos que ficariam ocultos em uma visão linear.
A seguir, as etapas do procedimento na ordem em que acontecem.
Etapa 1: planejamento
Feito a partir das imagens do paciente. Define o ponto de entrada, a trajetória até o alvo e as estruturas que precisam ser evitadas. Nessa fase, a neuronavegação é integrada ao plano cirúrgico.
Etapa 2: acesso
Varia conforme a via escolhida. Na abordagem transnasal, para lesões da região selar, o acesso é feito pelas narinas, sem incisão externa. Na abordagem transventricular, é feito um pequeno orifício no crânio, de poucos milímetros.
Etapa 3: navegação até o alvo
O endoscópio é conduzido pelo corredor planejado, com a posição confirmada pela neuronavegação. A anatomia é identificada em tempo real na tela, e o cirurgião confere cada referência antes de avançar.
Etapa 4: o gesto cirúrgico
Depende do objetivo: fenestrar a parede de um cisto, criar uma comunicação para a circulação do líquido cefalorraquidiano, coletar tecido para biópsia ou remover uma lesão em fragmentos, com instrumentos que passam pelo canal de trabalho.
Etapa 5: fechamento e controle
A retirada do endoscópio é feita sob visão direta, com hemostasia cuidadosa. Nas abordagens transnasais, a reconstrução da base do crânio é etapa crítica para evitar fístula de líquido cefalorraquidiano.
O pós-operatório
As primeiras horas são acompanhadas em ambiente de terapia intensiva, com exame neurológico seriado e exame de imagem de controle. A duração da internação depende do procedimento e da evolução.
Nas abordagens transnasais, orientações específicas sobre assoar o nariz, esforço e pressão são parte importante da recuperação nas primeiras semanas.
Que riscos existem?
Como qualquer neurocirurgia, o procedimento envolve riscos, entre eles sangramento, infecção, fístula liquórica e déficits relacionados às estruturas próximas ao trajeto. Eles variam conforme a lesão e devem ser discutidos individualmente antes da cirurgia.
Onde é o atendimento
O Centro de Neurocirurgia Oberg tem duas unidades no Rio de Janeiro: Jardim Botânico, na Rua Jardim Botânico, 657 — Sala 413, e Barra da Tijuca, na Avenida das Américas, 4.200. As consultas são por hora marcada, pelo WhatsApp (21) 99815-0041.
Conclusão
A cirurgia endoscópica cerebral combina planejamento por imagem, corredores naturais e instrumentos finos para tratar lesões profundas com pouca manipulação do tecido saudável. Entender as etapas ajuda a participar melhor da decisão.
O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro para avaliação de condições intracranianas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).
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Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.
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