Formigamento

Qual o médico que cuida da síndrome do túnel do carpo?

Mais de uma especialidade cuida da síndrome do túnel do carpo, e cada uma entra em um momento do processo. Saber quem faz o quê ajuda a organizar o caminho até o tratamento. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.

A síndrome do túnel do carpo ocorre quando o nervo mediano é comprimido em um canal estreito no punho, formado por ossos e por um ligamento espesso.

É uma das compressões nervosas mais comuns, com quadro bastante reconhecível: formigamento noturno em polegar, indicador, médio e metade do anelar, com alívio ao sacudir a mão.

O tratamento é bem estabelecido, e a dúvida costuma ser apenas sobre a quem recorrer.

Quem cuida do túnel do carpo

Neurocirurgião

Atua nas compressões de nervos periféricos, incluindo a descompressão cirúrgica do túnel do carpo. É também a especialidade que investiga se o formigamento vem do punho ou da coluna cervical, distinção que nem sempre é óbvia.

Ortopedista especialista em mão

Trata condições da mão e do punho, incluindo o túnel do carpo, tanto clinicamente quanto cirurgicamente.

Neurologista

Conduz a investigação diagnóstica, especialmente quando há dúvida sobre a origem do sintoma ou suspeita de neuropatia sistêmica.

Fisiatra e fisioterapeuta

Atuam no tratamento conservador, com órteses, ajustes ergonômicos e exercícios específicos.

Por que a distinção com a coluna importa

Uma compressão de raiz nervosa no pescoço pode produzir formigamento na mão parecido com o do túnel do carpo. Existe ainda a possibilidade de os dois coexistirem no mesmo paciente.

Operar o punho quando o problema está no pescoço não resolve o sintoma. Por isso a avaliação examina os dois níveis antes de indicar qualquer procedimento.

Como é feito o diagnóstico

Baseia-se no relato característico e no exame clínico, com testes de provocação específicos. A eletroneuromiografia confirma a compressão e mede sua gravidade, sendo útil sobretudo nos casos duvidosos e antes da cirurgia.

Quais são as opções de tratamento

1. Conservador. Órtese noturna para manter o punho em posição neutra, ajustes ergonômicos, pausas em atividades repetitivas. Funciona bem em casos leves e iniciais.

2. Infiltração. Corticoide no túnel pode aliviar temporariamente e ajudar a confirmar o diagnóstico.

3. Cirurgia. Liberação do ligamento que forma o teto do túnel. Indicada em casos moderados a graves, quando há dormência constante, perda de força ou falha do tratamento conservador.

Quando não adiar

Dormência constante, perda de força na pinça e atrofia na base do polegar indicam compressão avançada. Nesses casos, a demora reduz a chance de recuperação completa mesmo após a cirurgia.

Como é a recuperação após a cirurgia

A liberação do túnel do carpo é um procedimento de pequeno porte, geralmente realizado com anestesia local ou regional, sem necessidade de internação prolongada. O alívio do formigamento noturno costuma ser um dos primeiros efeitos percebidos.

A força de preensão leva algumas semanas para retornar, e a recuperação da sensibilidade é mais lenta, dependendo de quanto tempo o nervo ficou comprimido. Nos casos com atrofia já instalada, a recuperação pode ser parcial — mais uma razão para não postergar quando há perda de força.

Conclusão

Neurocirurgião, ortopedista de mão e neurologista cuidam do túnel do carpo, com sobreposição de atuação. O que mais importa na prática é que a avaliação verifique se o problema está no punho, no pescoço, ou em ambos.

O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de compressões nervosas.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).

Suspeita de túnel do carpo?

Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.

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