Cabeça

O que pode causar convulsão?

Uma crise convulsiva acontece quando um grupo de neurônios dispara de forma descoordenada. As causas variam de alterações metabólicas passageiras a lesões estruturais do cérebro. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.

A crise convulsiva é um sintoma, não um diagnóstico. Ela indica que houve atividade elétrica anormal no cérebro, e a investigação existe para descobrir por quê.

Uma distinção importante: ter uma crise não significa ter epilepsia. Epilepsia é definida pela tendência a crises recorrentes, e muitas crises isoladas têm causa identificável e transitória.

Causas metabólicas e sistêmicas

  • Hipoglicemia, especialmente em diabéticos em uso de insulina
  • Alterações de sódio, cálcio ou magnésio no sangue
  • Insuficiência renal ou hepática avançada
  • Febre alta, principalmente em crianças pequenas
  • Privação importante de sono associada a outros fatores
  • Desidratação grave

Nesses casos, corrigir a alteração de base costuma resolver o problema, sem necessidade de tratamento antiepiléptico prolongado.

Substâncias e medicações

Abstinência de álcool é uma causa frequente em adultos, tipicamente entre um e três dias após a interrupção do consumo pesado. Abstinência de determinados medicamentos, intoxicações e algumas drogas também podem desencadear crises.

Certos medicamentos reduzem o limiar para crises, o que é relevante em pessoas já predispostas.

Causas estruturais do cérebro

  • Tumores cerebrais, primários ou metastáticos
  • AVC e sequelas de AVC prévio
  • Malformações arteriovenosas e cavernomas
  • Traumatismo craniano, agudo ou antigo
  • Malformações do desenvolvimento cortical
  • Esclerose do hipocampo
  • Cicatrizes de cirurgias anteriores

Em adultos, uma primeira crise sem causa metabólica aparente sempre justifica exame de imagem do crânio.

Causas infecciosas

Meningites, encefalites e abscessos cerebrais podem se manifestar com crises, geralmente acompanhadas de febre, dor de cabeça e alteração de consciência. É emergência.

Epilepsia sem lesão identificável

Em parte dos pacientes, nenhuma lesão estrutural é encontrada. São formas com base genética ou funcional, que respondem bem a medicação na maioria dos casos.

O que fazer durante uma crise

Proteger a cabeça, afastar objetos ao redor, virar a pessoa de lado quando possível e cronometrar a duração. Não colocar nada na boca e não conter os movimentos.

Chame o SAMU pelo 192 se for a primeira crise, se durar mais de cinco minutos, se houver crises seguidas sem recuperação entre elas, se houver dificuldade respiratória, ou se a pessoa estiver grávida ou tiver diabetes.

Como é feita a investigação

Exame neurológico, exames laboratoriais para descartar causas metabólicas, eletroencefalograma e exame de imagem do crânio — preferencialmente ressonância magnética, mais sensível para lesões pequenas.

Crises que não parecem convulsão

Nem toda crise envolve queda e abalos musculares. Crises focais podem se manifestar como episódios breves de desconexão do ambiente, sensações estranhas que sobem do estômago, cheiros ou gostos inexistentes, movimentos repetitivos automáticos ou sensação intensa de já ter vivido aquele momento.

Esses episódios são frequentemente atribuídos a distração, estresse ou tontura, e podem se repetir por meses antes de alguém suspeitar. Episódios estereotipados — sempre iguais, com a mesma sequência — merecem ser relatados.

Direção e atividades de risco

Após uma crise, existem restrições de segurança e legais para dirigir, que variam conforme o caso e o controle das crises. Também é prudente evitar nadar sozinho, subir em altura e operar máquinas até a orientação médica. Essa conversa deve acontecer já na primeira consulta.

Conclusão

Convulsão é sintoma com muitas causas possíveis, e nem toda crise significa epilepsia. Toda primeira crise em adulto merece investigação, porque a causa define completamente a conduta.

O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para investigação de lesões estruturais do cérebro.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).

Teve uma crise convulsiva?

Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.

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