Ciático

O que fazer quando a dor do nervo ciático não passa?

Quando a dor ciática não cede depois de semanas de tratamento, o passo mais útil costuma não ser intensificar o que já se faz, e sim revisar o diagnóstico. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.

Existe um ponto no tratamento em que repetir a mesma abordagem deixa de fazer sentido. Quando semanas de medicação e fisioterapia não trouxeram melhora, a pergunta certa muda: em vez de "o que mais posso fazer", vale perguntar "o diagnóstico está correto".

Essa revisão resolve mais casos do que aumentar doses ou trocar exercícios, porque uma parte importante das dores ciáticas resistentes não é ciática de fato.

A seguir, o roteiro dessa revisão.

Passo 1: revisar o diagnóstico

Nem toda dor que desce pela perna vem de compressão radicular. Síndrome do piriforme, alterações da articulação sacroilíaca, problemas do quadril, neuropatias periféricas e causas vasculares produzem quadros parecidos e exigem tratamentos diferentes.

A pergunta central

O achado do exame de imagem corresponde ao território exato da dor? Quando a hérnia está em um nível que não explica onde o paciente sente, ela provavelmente não é a causa — e tratá-la não resolveria.

Passo 2: verificar como o tratamento foi feito

  • A fisioterapia foi regular e orientada, ou interrompida ao primeiro alívio?
  • Houve progressão para fortalecimento, ou o trabalho parou na fase de alívio?
  • As medicações foram usadas nas doses e pelo tempo prescritos?
  • Os fatores agravantes da rotina foram identificados e ajustados?
  • Houve retorno precoce a esforço e carga?

Tratamento conservador mal conduzido não é tratamento conservador falho. A distinção importa antes de considerar procedimentos.

Passo 3: considerar procedimentos

1. Infiltração. Quando a dor radicular impede o avanço da reabilitação, pode reduzir a inflamação e abrir uma janela de trabalho. Tem também valor diagnóstico.

2. Cirurgia. Indicada com compressão documentada correspondente ao sintoma, após tratamento conservador adequado, ou diante de déficit neurológico.

Passo 4: avaliar o componente de dor crônica

Em quadros que se arrastam por muitos meses, o sistema nervoso pode passar a amplificar os sinais de dor mesmo com a compressão resolvida. Nesses casos, a abordagem inclui manejo específico da dor crônica, e repetir procedimentos costuma não ajudar.

Quando não esperar

Perda de força progressiva, sintomas nas duas pernas, dormência na região da virilha ou alteração no controle da bexiga ou do intestino exigem avaliação imediata, em serviço de urgência.

O que levar para a consulta de revisão

Quando o objetivo é revisar um caso que não melhorou, o material que o paciente leva faz diferença. Vale reunir todos os exames de imagem, incluindo os antigos para comparação de evolução, os relatórios de fisioterapia, a lista das medicações usadas com doses e tempo de uso.

Ajuda também levar anotado o que exatamente foi tentado, por quanto tempo e com que resultado. Uma linha do tempo simples do quadro costuma revelar padrões que passam despercebidos na conversa e encurta bastante o caminho até a revisão do diagnóstico.

Conclusão

Dor ciática que não passa pede revisão, não repetição. Confirmar o diagnóstico, verificar como o tratamento foi conduzido e só então considerar procedimentos é a sequência que resolve mais casos.

O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de dor ciática.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).

Dor ciática que não responde ao tratamento?

Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.

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