Como tratar dor na coluna?
O tratamento da dor na coluna muda conforme a fase em que o quadro está. O que funciona na primeira semana é diferente do que funciona depois de três meses. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.
Uma das razões pelas quais o tratamento da dor na coluna frustra tanta gente é a aplicação da mesma receita em fases diferentes do problema.
O que ajuda na crise aguda pode atrapalhar no quadro crônico, e vice-versa. Organizar o tratamento por fase resolve boa parte dessa confusão.
Fase aguda: até seis semanas
O objetivo é controlar a dor o suficiente para manter movimento. Medicação prescrita conforme o caso, calor local sobre a musculatura, e retomada precoce das atividades dentro do tolerável.
Repouso absoluto não faz parte dessa fase. A evidência é consistente: quem se mantém ativo dentro do tolerável recupera mais rápido.
O que evitar
Ficar deitado por dias seguidos, imobilizar com cintas ou colares por conta própria, e pedir exame de imagem no primeiro episódio sem sinais de alerta — o exame raramente muda a conduta nessa fase.
Fase subaguda: de seis a doze semanas
É a fase decisiva, e a mais negligenciada. Aqui se define se o quadro vai resolver ou se tornar crônico.
O foco passa para a reabilitação ativa: fisioterapia com progressão para fortalecimento da musculatura profunda do tronco, correção de fatores de sobrecarga na rotina e retomada gradual de atividade física.
É também o momento de reavaliar o diagnóstico se não houve melhora, e de considerar investigação por imagem.
Fase crônica: acima de três meses
A abordagem muda. Além da causa mecânica, entram condicionamento físico, sono, manejo do estresse e mecanismos de sensibilização da dor.
Repetir o tratamento da fase aguda nessa etapa costuma render pouco. O que funciona é exercício regular progressivo, educação sobre dor, e às vezes abordagem multidisciplinar.
Quando entram os procedimentos
Infiltrações e bloqueios são considerados quando a dor radicular impede o avanço da reabilitação. São medidas de apoio dentro de um plano, não soluções isoladas.
Quando entra a cirurgia
Diante de causa estrutural documentada que corresponde ao sintoma, sem resposta ao tratamento conservador bem conduzido, ou diante de déficit neurológico. Perda de força progressiva e alteração esfincteriana encurtam esse caminho.
O que a fisioterapia deve incluir
Um erro comum é encerrar a fisioterapia na etapa de alívio — calor, terapia manual, eletroterapia — sem chegar ao exercício ativo. Esses recursos ajudam a reduzir a dor no curto prazo e a viabilizar o movimento, mas não sustentam o resultado sozinhos.
O que muda o desfecho é a progressão para fortalecimento da musculatura profunda do tronco e dos glúteos, com carga crescente ao longo das semanas. Se após um mês de sessões o programa ainda é inteiramente passivo, vale conversar sobre a progressão.
Sobre medicação
Analgésicos e anti-inflamatórios têm papel na fase aguda, com objetivo funcional: permitir movimento. O uso prolongado por conta própria traz riscos gástricos, renais e cardiovasculares que justificam acompanhamento médico. Relaxantes musculares têm indicação limitada no tempo, e medicações para dor neuropática entram apenas quando há componente nervoso identificado.
Conclusão
Tratar dor na coluna exige saber em que fase o quadro está. A janela entre seis e doze semanas é a que mais influencia o desfecho, e é justamente onde a maioria abandona a reabilitação.
O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de dor na coluna.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).
Dor na coluna que não melhora?
Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.
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