Como é feita a infiltração na coluna?
A infiltração na coluna é um procedimento guiado por imagem, feito com anestesia local e, em geral, em poucos minutos. Conhecer as etapas ajuda a chegar ao dia com menos apreensão. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.
A infiltração consiste em depositar medicação — em geral um corticoide, às vezes associado a anestésico — próximo à estrutura responsável pela dor. O que garante a precisão é a orientação por imagem.
Sem essa orientação, a chance de a medicação alcançar o alvo correto cai bastante. Por isso o procedimento é realizado com radioscopia ou tomografia, e não às cegas.
Etapa 1: antes do procedimento
A indicação é definida em consulta, com base no quadro clínico e nos exames de imagem. São verificados uso de anticoagulantes e antiagregantes, presença de infecção ativa, alergias e controle glicêmico em diabéticos.
Jejum pode ser solicitado conforme o tipo de sedação previsto. É recomendável ir acompanhado.
Etapa 2: posicionamento
O paciente é posicionado, geralmente de bruços para infiltrações lombares, sobre a mesa do aparelho de imagem. A pele é higienizada e o campo preparado com técnica estéril.
Etapa 3: anestesia local
A pele e os tecidos superficiais recebem anestésico local. Essa é, para a maioria das pessoas, a parte mais desconfortável do procedimento — e dura poucos segundos.
Sedação leve pode ser usada conforme o caso e a ansiedade do paciente.
Etapa 4: posicionamento da agulha
A agulha é conduzida até o alvo com acompanhamento por imagem em tempo real. Contraste pode ser injetado para confirmar a posição correta antes da medicação.
É comum sentir pressão ou um desconforto momentâneo que reproduz a dor habitual, o que na verdade confirma que o alvo está certo.
Etapa 5: injeção e observação
A medicação é injetada, a agulha é retirada e o local recebe curativo simples. Segue-se um período curto de observação antes da liberação.
Na maior parte dos casos, o paciente vai para casa no mesmo dia.
Depois do procedimento
- Evitar esforço físico nas primeiras vinte e quatro a quarenta e oito horas
- Não dirigir imediatamente se houve sedação
- É normal sentir dormência ou fraqueza transitória pelo anestésico
- Pode haver piora temporária da dor nos primeiros dias
- O efeito do corticoide costuma levar alguns dias para aparecer
- Retomar a fisioterapia conforme orientação
Quando entrar em contato
Febre, vermelhidão ou secreção no local, dor intensa e progressiva, perda de força nas pernas ou alteração no controle da bexiga exigem contato imediato com a equipe.
Por que a orientação por imagem é indispensável
A estrutura-alvo de uma infiltração costuma ter poucos milímetros e fica cercada por vasos, nervos e pela membrana que envolve a medula. Sem visualização em tempo real, a medicação pode ser depositada longe do alvo, e o procedimento perde eficácia.
Por isso a infiltração de coluna é realizada em ambiente com radioscopia ou tomografia, e não em consultório. A injeção de contraste antes da medicação confirma a posição e é uma etapa de segurança, não uma formalidade.
Corticoide, anestésico ou os dois
O anestésico age rápido e dura poucas horas — o alívio imediato após o procedimento vem dele, e o retorno da dor no fim do dia é esperado. O corticoide age sobre a inflamação e leva alguns dias para mostrar efeito. Saber disso evita a impressão de que o procedimento falhou logo na primeira noite.
Conclusão
É um procedimento rápido, feito com anestesia local e guiado por imagem, com alta no mesmo dia. O maior desconforto costuma ser a anestesia da pele, e o efeito da medicação leva alguns dias para se estabelecer.
O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de dor na coluna.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).
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