Cirurgia de epilepsia: quando o procedimento é recomendado
Boa parte das pessoas com epilepsia controla as crises com medicação. Quando isso não acontece após dois esquemas bem conduzidos, a avaliação para cirurgia passa a ser uma opção que merece ser considerada. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.
A epilepsia é definida pela tendência a apresentar crises recorrentes. O tratamento inicial é medicamentoso, e a maior parte dos pacientes alcança bom controle com um ou dois medicamentos bem escolhidos e em doses adequadas.
Uma parcela, porém, continua com crises apesar disso. Quando dois esquemas apropriados, tolerados e usados corretamente falham em controlar as crises, fala-se em epilepsia farmacorresistente.
É nesse ponto que a avaliação cirúrgica ganha sentido — e um dado importante: adiar essa avaliação por anos costuma custar caro em qualidade de vida e em risco.
Quem pode ser candidato à cirurgia?
A candidatura depende de uma condição central: identificar de onde as crises partem e verificar se essa região pode ser tratada sem comprometer funções essenciais.
Situações mais favoráveis
- Crises originadas em uma área bem delimitada do cérebro
- Lesão estrutural identificada na ressonância que corresponde à origem das crises
- Esclerose do hipocampo, causa frequente de epilepsia do lobo temporal
- Malformações do desenvolvimento cortical
- Tumores de crescimento lento associados a crises
Como é a avaliação pré-cirúrgica?
É a etapa mais trabalhosa e a mais importante do processo. Reúne informações de diferentes fontes para localizar com precisão a origem das crises.
O que costuma ser realizado
- Vídeo-eletroencefalografia prolongada, com registro das crises
- Ressonância magnética com protocolo específico para epilepsia
- Avaliação neuropsicológica das funções cognitivas
- Exames funcionais, quando necessários para mapear áreas de linguagem e memória
- Em casos selecionados, eletrodos implantados para registro intracraniano
Esse conjunto é discutido por equipe multidisciplinar, que reúne neurologia, neurocirurgia, neurofisiologia e neuropsicologia.
Que procedimentos existem?
1. Ressecção da área epileptogênica. Remoção da região identificada como origem das crises, quando isso pode ser feito com preservação de função.
2. Desconexões. Interrupção de vias de propagação das crises, indicada em situações específicas.
3. Neuromodulação. Dispositivos de estimulação, considerados quando não é possível ressecar a área de origem.
O objetivo pode ser o controle completo das crises ou a redução significativa da frequência e da gravidade, conforme o caso. Esse objetivo é definido antes da cirurgia, com clareza.
O que esperar do processo
A avaliação pré-cirúrgica leva tempo e envolve várias etapas, o que às vezes desanima. Vale considerar o outro lado da conta: crises não controladas trazem risco de queda, de trauma e de limitação para dirigir e trabalhar, além do impacto cognitivo acumulado ao longo dos anos.
Onde é o atendimento
O Centro de Neurocirurgia Oberg tem duas unidades no Rio de Janeiro: Jardim Botânico, na Rua Jardim Botânico, 657 — Sala 413, e Barra da Tijuca, na Avenida das Américas, 4.200. As consultas são por hora marcada, pelo WhatsApp (21) 99815-0041.
Conclusão
A cirurgia de epilepsia é subutilizada, e boa parte disso vem do desconhecimento de que ela existe como opção. Quando dois medicamentos bem conduzidos não controlam as crises, vale abrir a conversa sobre avaliação cirúrgica.
O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro para avaliação neurocirúrgica em epilepsia.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).
Crises que não são controladas por medicação?
Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.
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