Neuro-oncologia

Como é feita a remoção de tumores cerebrais?

Nem sempre a remoção total é possível, e nem sempre ela é o objetivo. O quanto se consegue retirar depende da localização, do tipo do tumor e, sobretudo, da preservação da função. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.

Uma pergunta que aparece cedo na consulta é se o tumor vai sair inteiro. A resposta depende de fatores que precisam ser explicados antes da cirurgia, para que a expectativa seja realista.

O princípio que orienta tudo é simples de enunciar e difícil de executar: remover o máximo possível sem comprometer função.

O que determina a extensão da remoção

  • Se o tumor tem limites bem definidos ou se infiltra o tecido ao redor
  • Proximidade com áreas de movimento, linguagem, visão e memória
  • Relação com vasos sanguíneos importantes
  • Consistência e vascularização da lesão
  • Condições clínicas do paciente
  • Objetivo definido: remoção completa, parcial ou biópsia

Tumores delimitados x infiltrativos

Meningiomas e schwannomas costumam ter um plano de separação identificável em relação ao tecido saudável, o que favorece a remoção completa.

Gliomas infiltrativos são diferentes: as células se estendem além do que a imagem mostra, e não existe uma borda nítida. Nesses casos, a remoção completa no sentido estrito não é alcançável, e o objetivo passa a ser máxima ressecção segura.

Recursos que ampliam o que é possível remover

Neuronavegação

Orienta a posição em relação à lesão e às estruturas vizinhas, com precisão de milímetros.

Monitorização neurofisiológica

Acompanha vias motoras e sensitivas em tempo real, avisando quando a manipulação se aproxima de comprometer função.

Mapeamento cortical

Com estimulação direta do córtex, identifica as áreas de linguagem e movimento durante a cirurgia. Em lesões próximas à linguagem, pode ser feito com o paciente acordado.

Marcadores fluorescentes

Em determinados tumores, substâncias administradas antes da cirurgia fazem o tecido tumoral brilhar sob luz específica, ajudando a distinguir os limites da lesão.

Imagem intraoperatória

Ultrassom ou outros recursos permitem verificar, ainda durante o procedimento, quanto foi removido.

Quando remover menos é a melhor decisão

Insistir na remoção completa em uma lesão que envolve área de linguagem ou movimento pode custar função permanente. Nessas situações, remover menos e preservar a capacidade de falar ou de andar é a escolha correta.

Existem tratamentos complementares — radioterapia, tratamento sistêmico — para o que permanece. Não existe tratamento para uma função perdida.

Por que a extensão da remoção importa

Em vários tipos de tumor, existe relação entre o quanto se conseguiu remover com segurança e a evolução posterior. Isso vale especialmente para gliomas e para metástases únicas, em que a ressecção mais completa tende a se associar a melhor controle local.

Essa relação, porém, só se sustenta quando a remoção é feita sem causar déficit. Uma ressecção ampla que deixa o paciente sem falar ou sem andar não representa ganho — e é justamente esse equilíbrio que a monitorização intraoperatória ajuda a manter.

O que acontece com o que permanece

Quando parte da lesão não pode ser removida com segurança, existem tratamentos complementares. Radioterapia, radiocirurgia e tratamento sistêmico atuam sobre o tecido residual, e a estratégia é definida depois do resultado da análise do tecido.

Conclusão

A remoção de um tumor cerebral é sempre uma negociação entre extensão e segurança. O objetivo não é retirar o máximo em termos absolutos, e sim o máximo compatível com a preservação da função.

O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de tumores cerebrais.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).

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Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.

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