Como é a dor de quem tem hérnia de disco?
A dor da hérnia de disco costuma ter uma assinatura reconhecível: irradia para um membro, tem caráter de choque ou queimação e piora com esforço. Reconhecer esse padrão ajuda a diferenciá-la da dor muscular comum. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.
O disco intervertebral fica entre as vértebras e funciona como amortecedor. Ele tem uma parte central mais gelatinosa e um anel fibroso ao redor. Quando esse anel se rompe e parte do conteúdo interno se desloca, forma-se a hérnia.
A hérnia em si nem sempre dói. O que gera sintoma é o contato desse material com uma raiz nervosa, produzindo compressão e inflamação ao redor dela.
Por isso a dor característica não fica no local da hérnia: ela é sentida no trajeto do nervo comprimido, muitas vezes longe das costas.
Quais são as características dessa dor?
- Irradia para um membro — perna, no caso lombar; braço, no cervical
- Sensação de choque, fisgada ou queimação, mais do que de peso
- Costuma acometer apenas um lado do corpo
- Piora ao tossir, espirrar ou fazer força
- Frequentemente acompanhada de formigamento ou dormência
- Pode vir com perda de força em movimentos específicos
O item que mais distingue a hérnia de outras causas é a irradiação. Dor restrita à região lombar, sem descer para a perna, raramente é explicada por compressão radicular.
Como diferenciar da dor muscular?
Dor muscular
Costuma ser difusa, com sensação de peso ou aperto, localizada nas costas. Melhora com calor, massagem e movimento leve, e não vem acompanhada de formigamento ou perda de força.
Dor de origem radicular
Segue um trajeto definido, tem caráter de choque, piora com esforço e frequentemente vem com alterações de sensibilidade. Não melhora com massagem local, porque a origem está em outro lugar.
A dor varia conforme a posição
Na hérnia lombar, muitos pacientes relatam piora ao permanecer sentados e alívio ao caminhar ou deitar. Isso acontece porque a pressão dentro do disco muda conforme a postura, e sentar com o tronco inclinado é uma das posições de maior carga.
Na hérnia cervical, é comum a piora ao inclinar ou girar a cabeça para o lado afetado, e um alívio característico ao apoiar a mão sobre a cabeça.
Nem toda hérnia dói
Exames de imagem realizados em pessoas sem qualquer sintoma mostram hérnias de disco com frequência considerável, especialmente a partir da meia-idade. Encontrar uma hérnia no laudo, portanto, não fecha diagnóstico.
O que estabelece se aquela hérnia é a causa da dor é a correspondência entre o nível em que ela está e o território onde o paciente sente o sintoma. Essa ligação é feita pelo exame clínico, não pela imagem isolada.
Quando procurar avaliação
Dor irradiada que persiste por mais de seis semanas, perda de força, dormência que não melhora ou episódios repetidos são motivos para avaliação especializada. Alteração no controle da bexiga ou do intestino, dormência na região da virilha ou sintomas nas duas pernas exigem atendimento imediato.
Conclusão
A dor da hérnia de disco se reconhece mais pelo trajeto e pelo caráter do que pela intensidade. Descrever para onde a dor vai e como ela é costuma ajudar mais o diagnóstico do que classificá-la de zero a dez.
O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de hérnia de disco.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).
Suspeita de hérnia de disco?
Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.
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