Hérnia de disco

O que fazer em uma crise de hérnia de disco?

Durante uma crise de hérnia de disco, algumas medidas simples reduzem a dor e evitam a piora, enquanto outras atrapalham a recuperação. Saber distinguir uma coisa da outra faz diferença nos primeiros dias. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.

A crise de hérnia de disco costuma começar de forma abrupta, às vezes após um movimento banal, e nos primeiros dias a dor pode ser intensa o suficiente para limitar tarefas simples.

Antes de qualquer orientação, um recorte necessário: alguns sinais transformam a crise em emergência, e é preciso reconhecê-los.

Fora deles, a maior parte das crises é atravessada em casa, com medidas conservadoras e acompanhamento médico.

Sinais que exigem atendimento imediato

  • Perda do controle da bexiga ou do intestino
  • Dormência na região da virilha, das nádegas ou da parte interna das coxas
  • Perda de força súbita e importante em uma ou nas duas pernas
  • Sintomas surgindo nas duas pernas ao mesmo tempo
  • Dor intensa após trauma significativo
  • Dor com febre ou em paciente com histórico de câncer

Nessas situações, procure serviço de urgência sem aguardar consulta agendada.

O que ajuda nos primeiros dias

1. Movimento leve e frequente. Caminhadas curtas dentro do que a dor permite. A imobilidade prolongada piora a rigidez e atrasa a recuperação.

2. Posições de alívio. Deitar de lado com travesseiro entre os joelhos, ou de costas com apoio sob os joelhos, costuma reduzir a tensão sobre a raiz nervosa.

3. Calor local. Sobre a musculatura das costas, por períodos curtos e sem contato direto com a pele, ajuda quando há contratura associada.

4. Avaliação médica. Para orientação sobre medicação adequada ao caso. Automedicação prolongada, especialmente com anti-inflamatórios, tem riscos próprios.

O que evitar

  • Repouso absoluto por vários dias
  • Levantar peso ou girar o tronco com carga
  • Alongamentos forçados que reproduzem a dor irradiada
  • Permanecer sentado por longos períodos
  • Manipulações vigorosas da coluna sem diagnóstico estabelecido

E depois da fase aguda?

Passado o pico da dor, começa a parte que efetivamente muda o curso do quadro: a fisioterapia orientada, com trabalho de mobilidade seguido de fortalecimento da musculatura profunda do tronco.

É comum interromper esse trabalho assim que a dor melhora. Essa interrupção é uma das razões mais frequentes para novas crises meses depois.

Quando investigar por imagem

Exame de imagem não é necessário logo no primeiro episódio sem sinais de alerta, porque boa parte das crises melhora em semanas. Ele passa a ser indicado quando o quadro persiste, quando há déficit neurológico ou quando existe suspeita de outra causa.

Conclusão

Atravessar a crise envolve manter algum movimento, encontrar posições de alívio e evitar o que aumenta a carga sobre o disco. O que previne a próxima crise, porém, é o que vem depois: reabilitação mantida além do alívio da dor.

O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de hérnia de disco.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).

Está em crise de hérnia de disco?

Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.

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