Como diferenciar dor de cabeça de uma enxaqueca?
Enxaqueca é um tipo específico de dor de cabeça, com características próprias que a distinguem da cefaleia tensional. Reconhecer a diferença muda o tratamento. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.
"Dor de cabeça" é o nome genérico. Enxaqueca é um diagnóstico específico, com critérios definidos. Nem toda dor de cabeça é enxaqueca, e chamar tudo pelo mesmo nome atrapalha o tratamento.
As duas formas mais comuns são a cefaleia tensional e a enxaqueca. Elas se comportam de maneiras bem diferentes.
Cefaleia tensional
- Dor em aperto ou peso, sem pulsação
- Geralmente dos dois lados da cabeça
- Intensidade leve a moderada
- Não piora com atividade física rotineira
- Raramente vem com náusea
- Pode haver leve sensibilidade à luz ou ao som, mas não as duas
- Frequentemente associada a tensão cervical
Enxaqueca
- Dor pulsátil, latejante
- Frequentemente de um lado só, embora possa ser bilateral
- Intensidade moderada a forte
- Piora com atividade física — subir escadas incomoda
- Náusea, e às vezes vômitos
- Sensibilidade importante à luz e ao som
- Duração de quatro a setenta e duas horas sem tratamento
- Em parte dos casos, aura visual antes da dor
O que é a aura
Sintoma neurológico transitório que precede ou acompanha a dor, mais comumente visual: pontos luminosos, linhas em zigue-zague, áreas de perda visual que se expandem. Dura tipicamente entre cinco e sessenta minutos.
Pode também se manifestar como formigamento que caminha pelo braço ou dificuldade transitória para falar. A primeira vez que isso acontece merece avaliação médica para distinguir de outras causas.
Um teste prático
Três perguntas ajudam bastante a triagem: a dor atrapalha suas atividades, você sente náusea junto e a luz incomoda mais que o normal. Duas ou três respostas positivas aumentam consideravelmente a chance de enxaqueca.
Outros tipos de dor de cabeça
Existem outros, com padrões próprios: cefaleia em salvas, com crises curtas e muito intensas ao redor de um olho; cefaleia por uso excessivo de medicação; cefaleia cervicogênica, originada na coluna cervical.
Quando o tipo não importa tanto
Diante de sinais de alerta, a classificação passa para segundo plano e a prioridade é investigar causa secundária: dor súbita e explosiva, piora progressiva, dor que desperta à noite, primeira dor intensa após os 50 anos, crise convulsiva, déficit neurológico ou dor em paciente com câncer.
Por que a distinção muda o tratamento
Cefaleia tensional e enxaqueca respondem a abordagens diferentes. A tensional melhora com manejo de estresse, ajuste postural, fisioterapia cervical e analgésicos simples usados com parcimônia.
A enxaqueca tem medicações específicas para a crise e um arsenal preventivo próprio, indicado quando as crises são frequentes. Tratar enxaqueca como se fosse tensional costuma resultar em anos de analgésico sem controle real do quadro — e, com frequência, em cefaleia por uso excessivo de medicação.
Quando os dois tipos coexistem
Não é raro a mesma pessoa ter os dois tipos, em dias diferentes. Manter um diário que registre as características de cada episódio ajuda a identificar esse padrão misto e a ajustar o tratamento para cada tipo de crise.
Conclusão
Pulsação, náusea, sensibilidade à luz e piora com esforço são os quatro sinais que mais separam enxaqueca de cefaleia tensional. A distinção importa porque os tratamentos são diferentes.
O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro para investigação de cefaleia com sinais de alerta. O tratamento das cefaleias primárias é conduzido por neurologista ou clínico.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).
Dor de cabeça frequente?
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