Lombar

Dor na lombar que irradia para as pernas: o que pode ser?

Quando a dor lombar desce pela perna, três causas respondem pela maior parte dos casos: hérnia de disco, estenose do canal e espondilolistese. Cada uma tem um comportamento distinto. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.

A dor lombar que irradia indica, na maior parte dos casos, que uma raiz nervosa está sendo comprimida. O que muda entre as causas é o mecanismo dessa compressão — e o comportamento da dor denuncia qual é.

Hérnia de disco lombar

Parte do conteúdo do disco se desloca e comprime a raiz. É a causa mais frequente em adultos jovens e de meia-idade.

Como se comporta

Dor que piora ao sentar, ao inclinar o tronco à frente, ao tossir ou espirrar. Melhora ao caminhar ou ao deitar. Frequentemente começa após um esforço, mas pode surgir sem causa aparente.

Estenose do canal lombar

Estreitamento progressivo do canal por onde passam as raízes, geralmente por alterações degenerativas. Mais comum a partir da sexta década.

Como se comporta

Padrão característico e quase oposto ao da hérnia: dor e peso nas pernas ao caminhar, que obrigam a parar, com alívio ao sentar ou inclinar o tronco à frente. Muitos pacientes relatam que apoiar-se no carrinho do supermercado permite andar mais.

Espondilolistese

Deslizamento de uma vértebra sobre a outra, que pode estreitar o espaço de saída da raiz. Costuma dar dor lombar com irradiação e, às vezes, sensação de instabilidade.

Outras causas de origem na coluna

  • Osteófitos estreitando o forame de saída da raiz
  • Cistos sinoviais das articulações facetárias
  • Fraturas por osteoporose com compressão
  • Infecções e tumores da coluna, menos frequentes

Causas fora da coluna

Síndrome do piriforme, disfunção da articulação sacroilíaca, artrose do quadril, neuropatias periféricas e doença arterial dos membros inferiores. Esta última também causa dor ao caminhar, o que pode confundir com estenose.

Como a avaliação distingue

Pelo território exato da dor, pela distribuição da dormência, pela força de músculos específicos e pelo que piora e alivia. A ressonância magnética confirma, mas a leitura é feita junto com o exame clínico.

Quando não esperar

Perda de força no pé, dormência na região da virilha, sintomas nas duas pernas ou alteração no controle da bexiga ou do intestino exigem avaliação imediata.

O curso esperado de cada uma

A hérnia de disco tem história natural favorável: o organismo reabsorve parte do material herniado ao longo de semanas a meses, e a maior parte dos pacientes melhora sem cirurgia. A dor irradiada costuma ceder antes da dormência.

A estenose do canal tem comportamento diferente. Como decorre de alterações estruturais estabelecidas, tende a ser mais estável ao longo do tempo, com períodos de piora e melhora. O tratamento visa manter a capacidade de caminhar, e a descompressão é considerada quando essa limitação se torna importante.

O que fazer enquanto se investiga

Manter movimento dentro do tolerável, evitar repouso prolongado, ajustar os fatores de sobrecarga na rotina e buscar orientação médica para controle da dor. Na estenose, caminhadas com pausas frequentes costumam ser mais bem toleradas que caminhadas longas.

Conclusão

Hérnia e estenose têm padrões quase opostos: uma piora ao sentar, a outra ao caminhar. Observar o que piora e o que alivia é a informação que mais direciona o diagnóstico antes do exame.

O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de dor lombar.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).

Dor lombar que desce pela perna?

Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.

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