O que pode causar dor na coluna lombar?
A dor lombar tem causas que vão de sobrecarga muscular simples a condições que exigem investigação. A maior parte é mecânica e de bom prognóstico. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.
A região lombar suporta a maior parte da carga do tronco e concentra grande parte dos movimentos de flexão e rotação. Essa combinação explica por que é o segmento mais frequentemente acometido.
As causas se organizam em grupos, e a maior parte dos casos está no primeiro deles.
Causas mecânicas e musculares
Respondem pela maioria dos episódios. Sobrecarga muscular, contratura, distensão e disfunções articulares, ligadas a esforço, postura mantida, sedentarismo ou fraqueza da musculatura profunda do tronco.
Costumam melhorar em dias a poucas semanas com movimento leve e controle da dor.
Causas degenerativas
- Degeneração dos discos, com perda de altura e hidratação
- Artrose das articulações facetárias
- Osteófitos, o chamado bico de papagaio
- Estenose do canal lombar
- Espondilolistese, com deslizamento de uma vértebra
São achados comuns com o avanço da idade e nem sempre causam sintomas. O que importa é se há compressão de estruturas nervosas.
Hérnia de disco
Quando parte do conteúdo do disco se desloca e comprime uma raiz nervosa, surge a dor irradiada para a perna, com formigamento no trajeto.
Causas inflamatórias
Espondilite anquilosante e condições relacionadas, com padrão distinto: rigidez matinal prolongada, dor que melhora com atividade e piora com repouso, início antes dos quarenta anos.
Causas ósseas
Fraturas por osteoporose, que podem ocorrer após esforço mínimo em pessoas com massa óssea reduzida, e fraturas traumáticas.
Causas infecciosas e tumorais
Menos frequentes, mas importantes de reconhecer. Sugeridas por febre, perda de peso inexplicada, histórico de câncer, dor noturna persistente ou imunossupressão.
Dor referida de órgãos internos
Rim, aorta abdominal, pâncreas, útero e ovários podem gerar dor percebida na região lombar. O sinal que aponta nessa direção é a dor que não muda com o movimento do tronco.
Fatores que aumentam o risco
- Sedentarismo e fraqueza muscular
- Excesso de peso
- Tabagismo
- Trabalho com carga ou vibração
- Longos períodos sentado sem pausas
- Sono ruim e estresse mantido
- Episódios prévios de dor lombar
O que a imagem mostra e o que ela não diz
Alterações degenerativas aparecem em exames de imagem da maioria das pessoas acima de certa idade, muitas sem qualquer dor. Encontrar desgaste, protrusão ou artrose facetária no laudo, portanto, não explica automaticamente o sintoma.
O que estabelece a ligação entre achado e queixa é o exame clínico. É por isso que exame de imagem no primeiro episódio de dor lombar comum não é recomendado: ele encontra muito achado irrelevante e raramente muda a conduta, além de gerar preocupação desnecessária.
O que reduz a chance de novos episódios
Fortalecimento regular da musculatura profunda do tronco e dos glúteos, controle de peso, cessação do tabagismo, pausas em atividades sentadas, correção da mecânica ao levantar objetos e atenção ao sono. São medidas simples, mas dependem de constância para funcionar.
Conclusão
A maior parte das dores lombares é mecânica e melhora em semanas. O que direciona a investigação é a presença de irradiação, de sinais neurológicos ou de sinais de alerta como febre, perda de peso e dor noturna.
O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de dor lombar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).
Dor lombar que se repete?
Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.
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