Lombar

O que é dor da coluna descendo para a perna direita?

O caminho que a dor percorre na perna não é aleatório: ele segue o território de uma raiz nervosa específica. Reconhecer esse trajeto permite localizar o nível comprometido antes do exame de imagem. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.

Uma observação inicial sobre o lado: dor na perna direita e na esquerda têm exatamente as mesmas causas. Diferente do que acontece com a dor nas costas, onde os órgãos de cada lado importam, aqui a lateralidade não muda o diagnóstico.

O que importa é o trajeto. Cada raiz nervosa lombar e sacral inerva uma faixa específica da perna, e a dor segue essa faixa.

O mapa dos trajetos

Face anterior da coxa

Dor na frente da coxa, chegando ao joelho, aponta para raízes lombares mais altas. Pode vir com fraqueza para estender o joelho e dificuldade para subir escadas.

Face lateral da perna e dorso do pé

Dor que desce pela lateral da perna até o peito do pé e o dedão aponta para uma raiz lombar baixa. O sinal motor associado é a dificuldade para levantar a ponta do pé.

Panturrilha e planta do pé

Dor que desce pela parte de trás da perna até a sola do pé e o dedo mínimo aponta para a raiz sacral. O sinal motor é a dificuldade para ficar na ponta dos pés.

Nádega e face posterior da coxa, sem passar do joelho

Costuma indicar dor referida das facetas articulares ou da articulação sacroilíaca, e não compressão de raiz.

Por que esse mapa é útil

Ele permite ao exame clínico apontar o nível provável da compressão antes da ressonância. E, quando a imagem chega, é ele que define se o achado realmente explica o sintoma.

Uma hérnia visível em um nível que não corresponde ao trajeto da dor provavelmente não é a causa — e operá-la não resolveria.

O que observar além do trajeto

  • Se a dor passa do joelho
  • Onde exatamente há formigamento ou dormência
  • Se há fraqueza em algum movimento específico do pé
  • O que piora: sentar, caminhar, tossir
  • Se há dor lombar associada ou apenas na perna

Quando procurar avaliação

Dor que persiste além de seis semanas, perda de força no pé, dormência que avança ou episódios recorrentes. Sintomas nas duas pernas, dormência na virilha ou alteração no controle da bexiga são emergência.

Como o exame confirma o trajeto

O médico testa força de músculos específicos — levantar a ponta do pé, ficar na ponta dos pés, estender o joelho —, mapeia a sensibilidade por faixas e avalia reflexos. Cada raiz tem uma combinação própria desses achados.

Somam-se os testes de estiramento nervoso, em que a elevação da perna estendida reproduz a dor irradiada. O conjunto permite apontar o nível provável antes da ressonância, que então confirma ou afasta a hipótese.

Quando os dois lados são acometidos

Dor descendo pelas duas pernas ao mesmo tempo tem significado diferente do quadro unilateral. Pode indicar estenose do canal, quando surge ao caminhar e alivia ao sentar, ou compressão importante das raízes na porção final do canal, que é emergência quando vem com dormência na virilha ou alteração urinária.

Conclusão

O lado não muda o diagnóstico, mas o trajeto muda tudo. Traçar com o dedo o caminho exato da dor, do início até onde ela termina, é a informação mais útil que se leva para a consulta.

O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de dor lombar.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).

Dor descendo por uma das pernas?

Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.

Agendar consulta