Dor nas costas

Como identificar o tipo de dor nas costas?

Classificar a dor nas costas antes da consulta ajuda bastante. Quatro perguntas — o que dói, onde vai, o que muda e há quanto tempo — organizam boa parte da investigação. O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro.

Chegar à consulta com a dor bem descrita encurta o caminho até o diagnóstico. E descrever bem não exige conhecimento técnico: exige observação.

Quatro perguntas dão conta da maior parte do que o médico precisa saber.

Pergunta 1: como é a dor?

Peso, aperto, dor difusa

Sugere origem muscular. Área ampla, mal delimitada, com pontos de tensão palpáveis.

Choque, fisgada, queimação

Sugere envolvimento de nervo. Segue um trajeto definido e frequentemente vem com formigamento.

Pontada que piora ao respirar

Sugere costelas, articulações costovertebrais ou pleura.

Dor em cólica, em ondas

Sugere origem visceral, como cólica renal.

Rigidez matinal prolongada

Quando dura mais de meia hora e melhora com atividade, sugere causa inflamatória sistêmica.

Pergunta 2: para onde a dor vai?

Dor restrita à coluna aponta para causa local. Dor que desce abaixo do joelho ou do cotovelo aumenta bastante a suspeita de compressão de raiz nervosa.

Dor em faixa contornando o tronco sugere nervo intercostal. Dor que irradia para a virilha sugere causa renal.

Pergunta 3: o que muda a dor?

  • Muda com movimento do tronco: origem musculoesquelética
  • Reproduzida ao apalpar: parede ou musculatura
  • Piora ao respirar fundo: costelas ou pleura
  • Piora ao sentar e melhora ao caminhar: sugere disco
  • Piora ao caminhar e melhora ao sentar: sugere estenose de canal
  • Não muda com nada: amplia a suspeita visceral
  • Melhora com repouso e piora com atividade: mecânica
  • Piora com repouso e melhora com atividade: inflamatória

Pergunta 4: há quanto tempo e como evoluiu?

Dor de poucos dias, ligada a esforço, tende a ser muscular. Dor que persiste além de seis semanas merece reavaliação. Dor que piora progressivamente ao longo de semanas é sinal de alerta.

Sintomas associados que mudam a leitura

Febre, perda de peso inexplicada, histórico de câncer, alteração urinária, falta de ar, náusea, dor noturna e déficit neurológico. Qualquer um deles amplia a investigação para além da coluna.

Como registrar isso antes da consulta

Um registro simples por uma ou duas semanas rende mais que a descrição de memória. Anote os dias em que a dor apareceu, a intensidade aproximada, o que estava fazendo antes, o que aliviou e se houve irradiação ou formigamento.

Padrões que não aparecem na conversa costumam saltar no papel: dor sempre pior no fim do expediente, sempre após determinada atividade, sempre nos dias de sono ruim. Essas correlações direcionam tanto a investigação quanto o tratamento.

O que não ajuda a classificar

A nota de zero a dez, isoladamente, informa pouco sobre a origem. Duas pessoas com a mesma nota podem ter causas completamente diferentes. O mesmo vale para o lado do corpo: dor à direita ou à esquerda não distingue causas musculoesqueléticas, e só ganha relevância quando se cogita origem visceral.

Conclusão

O tipo de dor, o trajeto, o que a modifica e o tempo de evolução respondem a boa parte da investigação. Levar essas quatro respostas anotadas para a consulta rende mais que qualquer exame trazido sem contexto.

O Dr. Roberto Duprat Oberg atende no Rio de Janeiro, nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca, para avaliação de dor de origem na coluna.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual. Em caso de sintoma neurológico súbito e intenso, procure atendimento de emergência ou ligue para o SAMU (192).

Quer entender o tipo da sua dor?

Consultas por hora marcada nas unidades do Jardim Botânico e da Barra da Tijuca.

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